terça-feira, 15 de março de 2011

Dízimo: Salvação, ou apenas Vida Financeira?

     A questão do dízimo na igreja atual tem sido abordada de forma deturpada. Muitos o vêem como apenas uma questão financeira, como requisito básico para a prosperidade, baseando-se apenas num versículo isolado do livro de Malaquias: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal, que dela vos advenha a maior abastança." (Ml 3:10). Assim sendo, o dizimista é levado a crer que o seu ato de devolver a Deus o que Lhe pertence é o suficiente para que o Senhor o faça prosperar, não bastando isso, vemos muitos quererem pôr Deus contra a parede, exigindo desta forma a prosperidade. É fato de que esta é a única passagem da Bíblia em que Deus diz ao homem para que faça prova Dele, mas fazer prova não é o mesmo de exigir. Fazer prova é cumprir a ordenança do Senhor, e esperar Nele o cumprimento de Sua promessa.
     Este assunto cria uma profundidade maior, quando estudamos um pouco mais a fundo esta mesma mensagem, não como um versículo isolado, mas dentro de todo um contexto bíblico. Voltemos às Escrituras: "Desde os dias dos vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes: tornai vós para mim, e eu tornarei para vós, diz o Senhor dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar? Roubará o homem a Deus? todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? nos dízimos e nas ofertas alçadas. Com maldição sois amaldiçoados, porque me roubais a mim, vós, toda a nação." (Ml 3:7-9). Observe que esta passagem é imediatamente anterior à que se refere de Deus prometer um derramamento de bênçãos dos céus.
     O servo do Senhor, quando não Lhe devolve o dízimo, está roubando a Deus, e pecando contra um dos Dez Mandamentos do Senhor: "Não roubarás." (Ex 20:15). E nos reportando ao livro de I Coríntios 6:10, que diz: "Não errei: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores, herdarão o reino de Deus.", Paulo, portanto, afirma nesta passagem que os roubadores não herdarão o reino de Deus.
     Podemos concluir que diante dos fatos, dízimo faz parte do plano de salvação, assim também como as ofertas alçadas, e todos os outros mandamentos.
     Muitos sacerdotes nos dias atuais não tem passado para seu povo essa questão de suma importância quanto à salvação, levando muitos ao erro, chegando até mesmo a liberar determinadas ovelhas do cumprimento deste mandamento, por estarem passando por problemas de ordem financeira, dando assim legalidade ao devorador para agir ainda mais na vida destas. Com este ato, o próprio sacerdote estará fazendo com que a pessoa perca a sua salvação.
     Amados irmãos, o "peso" do dízimo é o mesmo para todos, independente do valor que a pessoa receba, são os mesmos 10%. Este valor deve ser a Primícia do Senhor, isto é, deve ser separado antes de honrar qualquer compromisso.
     Acautelemo-nos, pois Jesus está às portas, ninguém sabe nem o dia, nem a hora de Sua volta, nem mesmo o dia de sua própria morte.
     Vale apena perder a sua salvação?

                                            Até a próxima semana.

                                                                    Fique na Paz do Senhor Jesus!

4 comentários:

  1. A paz muito boa postagem,

    Realmente I Coríntios 6:10, que diz: "Não errei: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores, herdarão o reino de Deus. devemos ouvir e obedecer a voz de Deus.

    fica com Deus,

    já estou lhe seguindo se quiser me seguir,

    www.jesusdentrodobarco.blogspot.com

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  2. Prezado irmão em Cristo.

    Baseado nos versículos supra citados e outros, é que eu tentarei trazer um pouco de entendimento sob a Luz do Espírito Santo, por meio das Boas Novas do Evangelho de Cristo, no tocante a não ratificação da prática desse suposto "imposto compulsório" (DÍZIMO), desde a igreja primitiva até as igrejas evangélicas dos dias atuais.


    POR EXEMPLO:

    "A lei e os profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça para entrar nele".
    Lucas 16. 16

    "Não penseis que vim revogar as lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir".
    Mateus 5. 17

    Pela literalidade desses dois textos parece haver uma contradição entre ambos; contudo, pelo discernimento da Palavra viva e não somente letra, é possível chegar a seguinte conclusão:

    O primeiro versículo indica que, em João encerrou a velha aliança composta de Leis e Profetas; posto que, uma nova e superior estava por surgir no sacrifício único e definitivo, pelo Sangue do Senhor Jesus na Cruz do Calvário.

    No segundo versículo indica que, para que a maldição da lei fosse cumprida, o Senhor Jesus teria que cumprir toda a lei em nosso lugar, inclusive a nossa condenação eterna, por não existir um justo, nenhum sequer.

    Sabendo-se que para aqueles que não aceitarem tamanha salvação não passará nem um i ou um til da Lei e dos Profetas. Porquanto, o restante da humanidade que desprezarem tamanha salvação pela Graça, serão réus da Lei e dos Profetas, até que passem o céu e a terra.

    Com relação a nossa justiça exceder a dos escribas e fariseus, somente poderá ocorrer pela Graça.

    Visto que, no encontro com o Senhor Jesus, no final da velha aliança e próximo a nova aliança no Sangue de Cristo, a elite de escribas e fariseus de Mateus 23. 23, foram condenados a perdição eterna pelo Senhor Jesus, não por cumprir a vigência da Lei Levítica, mas por neglingenciar os preceitos mais importantes da lei:
    a justiça, a misericórdia e a fé. Ou seja, dizimavam a mais para esconder o que faziam de menos; isto é, surrupiavam as viúvas, os órfãos e os estrangeiros.

    Quanto a Malaquias 3. 10, foi uma verdade no período veterotestamentário que dava validade ao dízimo levítico, entretanto se constitui em uma grande mentira no período neotestamentário, com grandes prejuízos para as igrejas evangélicas, tais como:

    1- Enriquecimento de algumas congregações, com o perigo espiritual aos respectivos líderes, os quais são aprisionados pelo deus Mamom, pela avareza dos seus corações.

    2- Falta de pastoreio espiritual do rebanho de Cristo, motivado pelo controle financeiro e também pelas ameaças de um certo devorador (diabo), na vida da membresia que não dizimarem; e após a morte, a garantia de irem para o inferno, todos aquele que não contribuir com no mínimo 10% de sua renda; pois, são considerados roubadores de Deus, conforme Ml 3.10. E consequentemente, por serem considerados ladrões, não poderão herdar o reino dos céus.

    3- Manutenção de um fariserismo pentescotal em detrimento de uma santificação interior, alimentado pela suposta compra de salvação através de pagamentos de dízimos como garantia de não perderem a salvação eterna.
    Entre outros.

    A VERDADEIRA FORMA DE CONTRIBUIÇÃO É AQUELA QUE É MOVIDA PELO AMOR E NÃO POR MANDAMENTOS CARNAIS.

    Portanto, a quem muito é pastoredo em amor, muito mais será liberal para praticar ofertas de justiça.

    P.S. Espero de alguma forma ter ajudado nesse tema, o qual envolve dinheiro, que é um assunto altamente espiritual.

    Sugiro ao irmão que leia atentamente os Estudos Bíblicos sobre a não validade do dízimo no período da Graça, a partir da primeira postagem.


    Um abraço do Discípulo de Cristo,
    J.C.de Araújo Jorge

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  3. Deus não quer que a prática do dízimo seja um tormento para seus filhos. Sabemos que tudo é do Senhor e que sem Ele nada temos, entretanto não se pode fugir de algumas situações irremediáveis como despesas que algumas vezes sufocam principalmente cristãos que recebem pouquíssimo salário. Somos responsáveis peo dízimo, mas Deus quer que sejamos testemunhas verdadeiras em nossos compromissos seculares. Isso não é uma justificativa sobre negligenciar o dízimo do Senhor, é só uma questão de bom senso.

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  4. Amados, o valor do dízimo é proporcional para todos, são os mesmos 10%, assim sendo, se rico, é dízimo da riqueza, se pobre, do seu pouco. Se uma pessoa está em situação financeira difícil, e por este motivo não entrega o dízimo do Senhor, não obterá Sua ajuda para sair de tal situação, como a própria Palavra nos diz que através do dízimo o Senhor repreenderia o espírito devorador. Portanto, a influência do devorador não será repreendida, causando no indivíduo uma situação sem saída. Meditem a cerca dessa palavra!
    Fique na Paz do Senhor Jesus!

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